Respeitando as Diferenças

Respeitando as Diferenças

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Inclusão e Diversidade na Escola

A escola é um lugar privilegiado para promover a cultura de respeito às diferenças, à diversidade e à inclusão social.
Refletir sobre inclusão e diversidade é também pensar a escola e a educação como ferramentas de transformação.
A escola precisa assumir seu papel de assegurar a todos os educandos o direito de aprender, superando a distribuição desigual do saber e do acesso à cultura.
Respeitar a diversidade é combater preconceitos, é ter ciência que cada deficiência requer estratégias e materiais específicos e diversificados; é reconhecer que cada um aprende de uma forma e num ritmo próprio.
Os professores que respeitam a diversidade buscam garantir que todos os alunos aprendam os mesmos conteúdos, fazendo as adaptações necessárias.
Maria Tereza Eglér Mantoan,do Laboratório de Pesquisas em Ensino e Diversidade da Universidade Estadual de Campinas,afirma que:”A inteligência é uma característica da espécie humana e está sempre a se atualizar.Ninguém é capaz de definir quanto uma pessoa pode aprender.Mas,como educadores, temos sempre que contar que todos vão progredir”.

Atitudes Inclusivas Fundamentais em Educação



Tradução de Romeu Kazumi Sassaki, 1998.
Todo educador comprometido com a filosofia da inclusão.
1- ... está mais interessado naquilo que o aluno deseja aprender do que em rótulos sobre ele.
2-... respeita o potencial de cada aluno e aceita todos os estudantes igualmente.
3-... adota uma abordagem que propicie ajuda na solução de problemas e dificuldades.
4-... acredita que todos os educandos conseguem desenvolver habilidades básicas.
5-... estimula os educandos a direcionarem seu aprendizado de modo a aumentar sua autoconfiança, a participar mais plenamente na sociedade, a usar mais o seu poder pessoal e a desafiar a sociedade para a mudança.
6-... acredita nos alunos e em sua capacidade de aprender.
7-... deseja primeiro conhecer o aluno e aumentar a sua autoconfiança,
8-... acredita que as metas podem ser estabelecidas e que, para atingí-Ias, pequenos passos podem ser úteis.
9-... defende o princípio de que todas as pessoas devem ser incluídas em escolas comuns da comunidade.
10- ... sabe que ele precisa prover suportes(acessibilidade arquitetônica, atendentes pessoais, profissionais de ajuda, horários flexíveis etc.) a fim de incluir todos os alunos.
11-... está preparado para indicar recursos adequados a cada necessidade dos alunos, tais como: livros, entidades, aparelhos.
12-... sabe que a aprendizagem deve estar baseada nas metas do aluno e que cada aluno será capaz de escolher métodos e materiais para aprender as lições.
13-... sabe que, nos programas de alfabetização, os seguintes métodos são eficientes: redação de experiências com linguagem, histórias e outros textos sobre temas que o aprendiz conhece; alfabetização assistida por computador; material disponível no cotidiano do público; leitura assistida ou pareada usando livros convencionais e livros falados; debate após atividade extra-classe; coleção de histórias de vida dos próprios alunos; uso da lousa para escrever um texto em grupo; colagem com recortes de revistas, entre outros.
14-... fornece informações sobre recursos externos à escola e intermedia a conexão com pessoas e entidades que possam ajudar o aluno na comunidade.
15-... estimula outras pessoas importantes na vida do aluno a se envolverem com o processo educativo.
16-... é flexível nos métodos de avaliação pois sabe que os testes, provas e exames provocam medo e ansiedade nos alunos.
17-... utiliza as experiências de vida do próprio aluno como fator motivador da aprendizagem dele.
18-... indaga primeiro o aluno deficiente se ele quer partilhar dados sobre sua deficiência e só cm caso afirmativo passa essa informação para outras pessoas.
19-... é um bom ouvinte para que os alunos possam falar sobre a realidade da vida que levam.
20-... adota a abordagem centrada-no-aluno e ajuda os estudantes a desenvolverem habilidades para o uso do poder pessoal no processo de mudança da sociedade.


Fonte: The Roeher lnstitute. Speaking of Equality: A Guide to Choosing an Inclusive Literacy Program for People with
lntellectual Disability, Their Families, Fdends and Support Workers.
North York, Ontario: The Roeher lnstitute, 1995, 35 p.

Referências:
BRASIL.Ministério da Educação,Secretaria de Educação Especial.Política Nacional de Educação Especial.Brasília:MEC/Seesp,1994(livro 1).

BUENO,José Geraldo Silveira.Educação especial brasileira.São Paulo:Educ,1993.

http://escoladadiversidade.blogspot.com/2011/03/cresce-inclusao-escolar-de-deficientes.html

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